Fórum de diversificação marca último dia de feira

22, março de 2018

Um dos momentos mais esperados da Expoagro Afubra 2018, o 10º Fórum de Diversificação e Atividades Rurais trouxe à tona, nesta quinta-feira, 22, o tema Conservação do solo e o desenvolvimento regional do Vale do Rio Pardo. Promovido pelo Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede), no auditório do Parque de Exposições, o momento contou com a participação do presidente do Corede, Heitor Petry, e do coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antônio Dornelles.

Já as palestras foram ministradas por Luís Fernando Marion, representando a Emater/RS-Ascar; César Roberto Zitzke, da Secretaria de Agricultura, Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Sinimbu/RS; Jean Paolo Gomes Minella, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); e por Adilson Ben da Costa, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

Ao dar início ao fórum, o engenheiro agrônomo da Emater, Luís Fernando Marion, apresentou o projeto Berço das águas – Programa de uso sustentável do solo e da água, desenvolvido em parceria com a prefeitura de Sinimbu. De acordo com ele, impactos de um manejo inadequado podem acarretar problemas diversos à vida no campo. Por isso, percebe-se a necessidade de buscar saídas para atingir resultados melhores.

Conforme Marion é fundamental olhar para a sustentabilidade, dentro do tripé social, econômico e ambiental, considerando a realidade da localidade em questão. Somente em Sinimbu, onde o relevo apresenta grandes declives, são 1.786 propriedades familiares, número que expressa a grandeza do trabalho a ser realizado. “Nós também precisamos ter em mente de que não se pode colocar toda a responsabilidade da degradação do solo e da água apenas na atividade agrícola. É um conjunto de situações”, pontuou o profissional.

Em seguida, complementando a fala de Marion, o assessor da Secretaria de Agricultura de Sinimbu, César Roberto Zitzke abordou de forma mais ampla o programa de conservação do solo, realizado no município. De acordo com ele, a proposta surgiu em 2017, em parceria com a Emater, em virtude da necessidade dos produtores em contar com o apoio de políticas públicas e assistência técnica.

Com a iniciativa, o principal objetivo é preservar e melhorar a qualidade dos recursos naturais, por meio de diversas ações. Para tanto, são organizados dias de campo, onde os produtores têm a chance, também, de compreender como pode ser realizada coleta de solo para posterior envio à análise. Além disso, os agricultores também têm a oportunidade de adquirir apoio financeiro da prefeitura para a compra de calcário, adubo orgânico e proteção de nascente, desde que sejam atendidos requisitos diversos. “Para o próximo ano devemos agregar ao programa a recuperação de nascentes. Já para 2020 nosso grande sonho é poder dar início ao pagamento por serviços ambientais”, enfatizou Zitzke.

Da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o professor doutor Jean Minella apresentou o estudo de Monitoramento da microbacia de Cândido Brum. Conforme o docente, por meio do trabalho procura-se encontrar uma estratégia para uso racional de água no meio agrícola, com a conservação do solo. “Hoje a imposição climática exige uma maneira diferente de se trabalhar com a agricultura. Requer adaptação aos efeitos adversos, como excesso e falta de chuva. Por isso é importante se perguntar: afinal, o que leva à degradação? Após, então, pensar nas técnicas a implantar na lavoura” explica.

Para ele, a idéia não é encontrar culpados, mas ampliar a visão e encontrar oportunidades para o futuro. O manejo adequado, que depende de cada propriedade e produtor, é fator importante e deve ser levado em conta por todos os envolvidos na cadeia produtiva. “As grandes ações começam pequenas. Não é questão financeira, mas de entender o processo e começar a agir”, afirma Minella.

Por último, o professor da Unisc, Adilson Ben da Costa, da coordenação de pesquisa do departamento de Biologia e Farmácia, apresentou o projeto Novas tecnologias para análise e monitoramento da qualidade do solo, também realizado com o professor Dionei Minuzzi Deivaldi.

De acordo com ele, a adoção de conhecimentos científicos possibilita o surgimento de novos produtos e serviços. Por isso, a universidade tem se preocupado em desenvolver e implantar novas tecnologias para análise foliar e de solos. “Nossa idéia é, futuramente, produzir um banco de dados com informações do solo de diferentes pontos do Estado”, afirmou.

 

Jorn. Heloísa Letícia Poll - MTb/RS. 16224 - Expoagro Afubra 2018/Fotos: Luiz Fernando Bertuol/Afubra

Tags: Expoagro Afubra, Diversificação, Solo, Fórum

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