Câmara Setorial do Tabaco: COP8 e os 100 anos do Sistema Integrado pautaram reunião

21, março de 2018

Integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realizaram hoje (21) a primeira reunião de 2018, nas dependências da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, RS. O presidente da Câmara, Romeu Schneider, ao iniciar o encontro, falou da realização da 18ª Expoagro Afubra que iniciou ontem e que se estende até dia 22 de março, e de sua importância no incentivo à diversificação de culturas e a oportunidade de divulgar tecnologias ao produtor rural.  Também lembrou que hoje, a Afubra comemora 63 anos e afirmou a segurança que o auxílio mútuo trouxe aos produtores de tabaco e a contribuição do sistema integrado. Ressaltou aos integrantes, sobre os quatro pilares que norteiam a estrutura da Câmara Setorial: a cadeia produtiva – defesa da produção; os interesses do governo; trabalhadores da indústria e a indústria e esclarece “88% do tabaco produzido é exportado e, por isso, a indústria é importante na cadeia produtiva”.

Na sequência, o secretário executivo, Marconi Lopes de Albuquerque, falou da necessidade de se ter reuniões fora de Brasília, para ter contato com produtores e conhecer a realidade do setor. Ainda, apresentou as datas das próximas reuniões da Câmara Setorial que serão realizadas em Brasília, nos dias 16 de agosto e 28 de novembro de 2018.

100 anos do Sistema Integrado - Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), apresentou números e realizações através do Sistema Integrado aos integrantes da reunião. Os 25 anos de liderança na exportação de tabaco do Brasil e os 20 anos de combate ao trabalho infantil, são ações desenvolvidas ao longo da história.

O presidente do Sinditabaco afirma que a liderança na exportação foi alcançada através dos grandes volumes e estilos (variam conforme o solo, clima, latitudes, além das variedades que as empresas pesquisam); alta qualidade; fornecimento regular, processamentos, serviços e ISO; por ter um Sistema Integrado de Produção e a sustentabilidade da cadeia produtiva.

O Sistema Integrado de Produção de Tabaco foi criado pela Souza Cruz e faz a integração das empresas e o produtor. É base do fortalecimento da cultura no Brasil e serve como modelo para outras culturas e países. “Um sistema integrado é bom quando funciona para todos. E se já existe há 100 anos é porque funciona”, afirma Schünke ao elencar as vantagens para produtores, empresas e clientes.

Além disso, os integrantes da reunião também puderam relembrar o envolvimento do setor em ações ambientais e de sustentabilidade, como o pioneirismo no Programa de Recolhimento de Embalagem de Agrotóxico; os cuidados com a saúde e segurança do produtor; pelo tabaco ter a Certificação da Produção Integrada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e também “por ser a cultura que menos usa agrotóxico”, explica.

Ainda, na apresentação dos 100 anos do Sistema Integrado, Iro Schünke, presidente do Sinditabaco, falou sobre os 20 anos do combate ao trabalho infantil que iniciou em 1998, com o programa O Futuro é Agora, o qual tinha o objetivo de conscientizar os produtores a manter os filhos na escola. Nas campanhas de conscientização feitas de 2009 a 2017 foram realizados 55 eventos e 23 mil pessoas participaram. Hoje, o programa se tornou o Instituto Crescer Legal, com a participação das empresas fumageiras, Sinditabaco e Afubra.

Pressão da OMS - João Marcelo Martins representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), anunciou a pressão da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que a OIT não tenha mais relação de parcerias com a indústria do tabaco. Explica que o assunto será pautado amanhã (22), em uma reunião em Genebra. Ele afirma que é preciso compreensão que essa parceria é para combater o trabalho infantil.

COP8 - Samuel Lemos, da Abifumo, apresentou alguns temas da Conferência das Partes (COP8) que será realizada de 1º a 6 de outubro, em Genebra (Suíça). Entre eles, estão os artigos 5.3 – trata sobre a exclusão de qualquer órgão, empresa ou entidade que defenda o tabaco -, artigos 9 e 10 – limitação da nicotina e padronização dos cigarros; além da discussão sobre os cigarros eletrônicos e comércio ilegal. Os integrantes da Câmara Setorial também falaram da possível dificuldade de mobilização política, em função da coincidência de data junto ao período eleitoral brasileiro, mas estão analisando formas de ter participação de representantes na Conferência das Partes.

Ao término da reunião da Câmara Setorial, Gustavo Henrique Marquim Firmo de Araújo, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), agradeceu a receptividade em Santa Cruz do Sul e afirma “saio com a impressão muito positiva sobre a cadeia do tabaco”.

MOÇÃO – A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco aprovou moção a ser entregue ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, para que ele se envolva diretamente nos assuntos que serão pauta da Conicq e levados à COP8.

 

Texto e fotos: Jorn. Josiane Aline Goetze (MTb 17.845) – Especial para o Departamento de Comunicação Afubra

Tags: Tabaco, Câmara Setorial

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