Fumicultores comemoram primeira Abertura da Colheita no Rio Grande do Sul

28, outubro de 2017

O Rio Grande do Sul recebeu na tarde de sexta-feira, 27 de outubro, a primeira edição da Abertura Oficial da Colheita do Tabaco, realizada na propriedade de Antônio Alcir Coutinho, em Estância Nova, no município de Venâncio Aires. A organização foi da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, junto com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e Prefeitura de Venâncio Aires, e reuniu cerca de 400 pessoas, entre produtores de tabaco, autoridades e imprensa.

O evento foi aberto pelo secretário Estadual da Agricultura, Ernani Polo, que, ao chamar a família anfitriã, agradeceu o apoio do Governador pelo apoio à agricultura e pecuária. “Momento marcante e um resgate história de uma cultura que é produzida a mais de 100 anos no Estado e que não tinha um evento estadual. Estamos aqui para valorizar e reconhecer a produção e os produtores de tabaco que não produzem somente tabaco, mas são também produtores de alimentos e desenvolvem uma atividade que tem aspecto social, pois são pequenos produtores que vivem dessa produção. É um reconhecimento a estes homens e mulheres produtores”, enfatizou Polo.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o produtor é a base desta cadeia produtiva que sustenta o País, trazendo renda para o campo, para as indústrias e para o País. “Em 2018 completamos 100 anos da integração desta cadeia produtiva e colocamos o Brasil em destaque no cenário agrícola”, destacou Schünke.

O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, enfatizou que, do Governo do Estado, a cadeia produtiva sempre tem reconhecimento, diferente do retorno recebido pela nação. “Este dia é importante e marcante para toda a cadeia produtiva e os produtores, certamente, estão agradecidos pela valorização”, disse Werner. Ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, Werner entregou um pedido que o Ministério interfira na Organização Internacional do Trabalho (OIT) pela pressão para que o órgão rompa relações com a cadeia produtiva do tabaco.

Pela Assembleia Legislativa, o deputado estadual Edson Brum, elogiou a iniciativa da abertura da colheita do tabaco, muitas vezes esquecido. “O valor do tabaco não é só econômico, mas também social. Pelo último IBGE a região que mais tem famílias no campo é na região do tabaco, numa manutenção da sucessão rural”, destacou Brum, ao chamar ao palco os parlamentares presentes ao evento.

O deputado federal Luis Carlos Heinze, ao representar a Câmara dos Deputados, lembrou da luta histórica para defender o segmento, pela sua importância econômica e social. Heinze falou ainda sobre a questão do trabalho infantil e o trabalho dos diaristas na produção, destacando que são questões que precisam ser solucionadas. “Sempre tem alguém trabalhando para prejudicar os produtores e indústrias e precisamos nos unir cada vez mais na defesa da categoria que entendemos ser uma das atividades agrícolas mais importantes”, concluiu Heinze, junto com os demais deputados federais presentes.

O prefeito do município anfitrião, Giovane Wickert, destacou o trabalho da Afubra e do SindiTabaco em prol da cadeia produtiva. “Venâncio Aires está entre os três municípios que mais produz tabaco no país e tem nas pequenas famílias o seu esteio. A cultura é importante para a base, o produtor, mas também para a exportação, onde 90% vai para exportação. O tabaco é o nosso ouro verde, a nossa riqueza e a nossa dignidade”, concluiu o prefeito.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira, destacou que a defesa do setor ultrapassa os aspectos técnicos. “O mais difícil de ultrapassar são as barreiras ideológicas, com as informações que não condizem com o que acontece. O setor é importante pois proporciona o emprego e uma casa para morar, que são essenciais para a dignidade humana, para que ele possa cuidar da sua família”. O Ministro ainda lembrou das divisas geradas pelo tabaco e pela geração de empregos e desenvolvimento em cadeia beneficiando milhões de pessoas. “O Brasil não pode se curvar para princípios ideológicos que vão contra o que diz a nossa Bandeira: Ordem e Progresso”, finalizou o Ministro.

Ao encerrar os pronunciamentos, o governador José Ivo Sartori, parabenizou o secretário Ernani Polo pela iniciativa de realizar a abertura da colheita do tabaco. “Entre o RS, SC e PR, nesta produção tem 150 mil famílias, 80 mil no nosso estado. Essa cadeia produtiva merece respeito. A Abertura tem que ser um momento de resgatar o papel fundamental das famílias que vivem da produção, gente que luta diariamente pelo seu sustento. Os produtores de tabaco são gestores, são os que criam as riquezas para ao municípios, estados e país, plantando e colhendo. Nós, no RS, valorizamos as culturas e, no poder público, temos que seguir o trabalho de quem trabalha e produz”, destacou Sartori, concluindo que o Estado não pode atrapalhar aqueles que produzem e geram riqueza.

COLHEITA – Chuva e sol marcaram a tarde do evento, mas as oscilações do clima não impediram que as autoridades realizassem a colheita simbólica do tabaco, momento esperado pelos fumicultores e convidados presentes. Vestindo a roupa adequada, o Governador de o pontapé inicial para a colheita do tabaco no Rio Grande do Sul, cujo resultado final de safra é esperado como sendo positivo pelas as famílias fumicultoras.

HOMENAGEM – O casal que cedeu a propriedade para a realização do evento recebeu do SindiTabaco uma cesta com flores e da Afubra, uma cesta com produtos da Expoagro Afubra e um kit produtividade com insumos para o plantio de um hectare de milho.

PLACAS – O governador José Ivo Sartori e o secretário Ernani Polo receberam da Cadeia Produtiva do Tabaco placas em agradecimento à iniciativa da realização da abertura da colheita, entregues pelo presidente da Afubra, presidente do SindiTabaco, prefeito de Venâncio Aires, e representantes da Fetag e Farsul.

PLANTE MILHO E FEIJÃO – Aproveitando a Abertura da Colheita do Tabaco, SindiTabaco, Afubra, Fetag, Farsul e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul realizaram a assinatura do convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco. O programa incentiva a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais e terá continuidade também em Santa Catarina e no Paraná.

 

Texto: Jorn. Luciana Jost Radtke/Fotos: Junio Nunes

Tags: Tabaco, Colheita, Abertura Oficial

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